Abraço camuflado Só restam alguns segundos É pouco pra tudo Cabem poucas palavras Apenas um suspiro O mundo vai se desligar As luzes vão se apagar Será apenas vazio Vazio que leva ao extremo fim Mas pode escrever o roteiro Pode escolher o final Escolhe aquele momento Registrado e lembrado Com beleza e pureza Aquele abraço camuflado E apertado, desenhado ainda Sem muita técnica E lhe dado como presente. Aquele momento é o último É o escolhido; Mas esse momento Se reproduzido com verdade Determina continuação Determina luz na escuridão Esse momento é guardado E lembrado, agora é apenas A recordação de que o amor Sempre vale a pena, seja Na vida ou somente Em um poema. Iran Mendez, 2018
O pôr do Sol, as Ondas e a Lua O seu olhar é como fim de tarde. Sabe quando o sol está lá, quase se pondo? Quando seu sorriso começa se abrir é como aquela onda lá longe que vem se erguendo e só espero que ela bata e bata em cheio, então aproveito cada gota da sua alegria, do seu sorriso e do seu olhar. Você anda de uma forma marcante, Seus passos em minha direção me deixam mais feliz que aquela viagem tão sonhada. Você dorme tão serena e profundamente e linda e inteligente e... Opa, desviei, mas é que te ver dormir me deixa desligado, esqueço que existe um mundo lá fora e nem quero lembrar porque meu mundo se encaixa ao seu lado e no seu sono e no seu olhar e no seu sorriso. Você acorda bem de leve e ao me ver, as ondas voltam a se levantar lentamente. É um sorriso tão lento e sincero que suspiro e me elevo mais...
Lembre-se que és poesia Lembre-se Que eu não te esqueço E como poderia? Está nas palavras Nas horas vagas No dia a dia. Lembre-se Que eu te escrevo E como não escreveria? Está na tinta da caneta Na ponta dos dedos Na ortografia. Lembre-se Que eu te desejo E como não desejaria? Está na pele Na minha cama Na galeria. Lembre-se Que eu te espero E como não esperaria? Está na alma No coração Na sintonia. Lembre-se Que eu te admiro E como não admiraria? Está na paz Na mente aberta Na simpatia. Lembre-se Que eu me lembro E como não lembraria? Está na mente No largo sorriso Na alegria. Lembre-se Que eu te amo E como não amaria? Está descrita Na minha escrita És poesia. Iran Mendez Photo by Mike Palmowski on Unsplash
Quem matou? Era uma tarde fria e já começava a cair uma fina garoa. Estava sentada em seu quarto pensando na vida e pensando em tudo e em sua situação atual. Não estava muito contente, pois nada havia saído como planejado. Com essa idade já pensava que teria família constituída, dinheiro, carro, casa e muito conforto, porém, nesse momento estava morando em um lugar que não gostava e com pouco ou quase nenhum dinheiro. Ao olhar pela janela viu um gato preto, pensou que isso não poderia ser um bom sinal logo nesse momento. Sua vida era envolta por poucas pessoas e nem todas eram legais. Tinha um relacionamento amoroso que já havia terminado várias vezes por conta de machismo, mas quando ele dizia que havia mudado, sempre dava mais uma chance. Os vizinhos nitidamente não gostavam dele por conta das brigas que ouviam, seu melhor amigo o odiava e já tinha o ameaçado, pois não aguentava mais ver sua amiga sofrendo e seu irmão o tinha deixado com o olho roxo e também o ameaçava sempre que o v...
Comentários
Postar um comentário