Saiba onde quer chegar ou se entregue a correnteza


Saiba onde quer chegar ou se entregue a correnteza

Sem saber onde vai,
segue sem saber onde olhar.
Sem certeza do que passou,
afirma que não há como voltar.

E o caminho que se trilhou,
pegadas ficaram pra lembrar,
e a poeira apagou
o rastro que já não se pode achar.

O compasso de um passo,
a pausa do pensamento,
a lua e o relento,
tropeço desatento.

O silêncio do comando,
o respeito inquestionável,
a questão sobre a revolta,
se cala e se engole.

O olhar que se esconde,
o sangue que discorre,
por trás do horizonte,
o rio se escorre.

Vermelha correnteza,
sem freio acorrenta,
presa a natureza,
a outros acrescenta.

Sem saber pra onde vai,
segue o rumo já trilhado,
carregando a tragédia,
por lugares habitados.

Iran Mendez
Photo by Tim Roosjen on Unsplash


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