Saiba onde quer chegar ou se entregue a correnteza
Saiba onde quer chegar ou se entregue a correnteza
Sem saber onde vai,segue sem saber onde olhar.
Sem certeza do que passou,
afirma que não há como voltar.
E o caminho que se trilhou,
pegadas ficaram pra lembrar,
e a poeira apagou
o rastro que já não se pode achar.
O compasso de um passo,
a pausa do pensamento,
a lua e o relento,
tropeço desatento.
O silêncio do comando,
o respeito inquestionável,
a questão sobre a revolta,
se cala e se engole.
O olhar que se esconde,
o sangue que discorre,
por trás do horizonte,
o rio se escorre.
Vermelha correnteza,
sem freio acorrenta,
presa a natureza,
a outros acrescenta.
Sem saber pra onde vai,
segue o rumo já trilhado,
carregando a tragédia,
por lugares habitados.

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