O fim é sempre igual
O fim é sempre igual
Chega uma fase da vida
Que não se pode mais correr
Temos que decidir se vamos
Ou se ficamos a mercê
O arrepio percorre a espinha
O suor escorre em linha
Até esmaecer
O pássaro voa sem rumo
Livre, não tem um destino
O corvo se alimenta
Do que já foi você
E a sua ambição
Seu medo, sua condição
Sua escolha.
Mas podemos saber?
Podemos escolher.
Ouça sua criação dizer:
Me orgulho de você
Vi a força dos seus braços
Vi seu sorriso escondido
Atrás do cansaço
Eu vi cada passo
Vi seu medo estampado
A sua decisão confusa
Entre toda pressão
Vi a sua queda
E aquela lágrima
Contida pelo orgulho
Vi aquele soluço interno
E suas veias infladas.
Vi o silêncio corroendo,
Ele consumiu cada centelha
Das suas forças
Mas su'alma era altiva
E não beijava o chão
Seu corpo se inclinava
Mas nunca caía
Sua coragem tremia
Mas nunca prendia
E no fim...
A luz apenas apagou.
Iran MendezPhoto by Mathew MacQuarrie on Unsplash

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