Desconstruindo




D E S C O N S T R U I N D O

O D N I U R T S N O C S E D

Eu sou mais o leite que o café,
mais macarrão do que arroz,
sou mais chocolate que pão de alho,
mais o trabalho que o salário.

Sou mais o convite que a convocação,
mais o sofá que o colchão,
prefiro Caetano à sambô,
prefiro o rio ao arpoador.

Sou mais a noite que o dia,
mais correria que nostalgia,
prefiro a dor à sentir medo
prefiro a verdade ao segredo,
prefiro o segredo à língua solta,
prefiro consumir que pagar a conta.

Sou mais escrever que desenhar,
sou mais dizer do que enrolar,
sou mais dançar que se envergonhar,
mais lutar do que parar.

Eu sou o isto e o aquilo,
sou o mestre e o pupilo,
consciente e inconsequente,
ora alegre outrora deprimente.

Eu sou o isto e o aquilo,
sou o mestre e o pupilo,
sou meus sonhos, meu destino,
meu caminho, meu instinto.


Eu sou o isto e o aquilo,
sou o mestre e o pupilo,
sou as horas e os dias,
sou a tristeza e as alegrias.

Sou o isto e o aquilo,
sou o mestre e o pupilo,
sou a questão, interrogação,
sou a afirmação, exclamação.

Sou o isto e o aquilo,
sou o mestre e o pupilo,
sou o verso, a poesia,
sou um conto, a rebeldia. 

Sou o que sou e não preciso escolher, 
eu só preciso,
SER.

Iran Mendez
Photo by Emiliano Vittoriosi on Unsplash 

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