A Bailarina e a Galáxia



A Bailarina e a Galáxia



Sou a lua vazia,

hora constelação,

outrora só três marias.

A aurora boreal,

o crepúsculo de maldição

uma tarde em especial.

A espera pelo ócio,

a vertigem das bebidas,

um sócio nas mentiras.

Estrela cadente suicida,

que o mar nunca alcança,

ansiedade desmedida 

na gravidade apenas se lança. 

Pisão no pé da bailarina, 

ergue-se altiva sem expressão, 

ri com rosto de menina 

gira o soldado no ar e no chão. 

Desalinha os planetas, 

fazendo ausente o eclipse, 

se exibe soberba a lua, 

se fazendo circulo e elipse.

Iran Mendez

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