Manhã de Inverno
Manhã de Inverno
Numa manhã de puro frio,
me chama atenção
seu capuz cinza
dito por minha daltônia
ou talvez por minhas
lembranças acinzentadas,
e sempre negadas por você com provas.
E algo de muito divino ou diabólico
se trama por detrás da neblina.
Tramam um futuro já descoberto,
no entanto incerto.
Porque eu insisto em
perdoar sem questionar.
Porque te sinto criptonita.
Porque sigo,
mudo minhas rotas,
invento, aceito,
me adapto, substituo...
mas descubro que
o mundo todo conspira
e me faz voltar aos
mesmos pensamentos.
Eu não sei andar manco da alma,
não sei fazer meio coração
pulsar por todos os sentidos.
Eu desaprendi a ser meio.
Iran Mendez, 2014

Comentários
Postar um comentário